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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Come-se carne demais!

Mäyjo, 22.02.17

 

Várias vozes soam dizendo que é urgente, e importante, que as pessoas entendam que se come carne e proteína de origem animal demais. Em Portugal, e em muitos outros países, sobretudo da Europa, América e Oceania.  Os efeitos deste excesso são nefastos, não só para a saúde, mas também para o ambiente, já para não falar no bem-estar animal, como várias vezes aqui se falou. Procurem saber, não vale enfiar a cabeça na areia!

Imagem daqui
A maior longevidade de vegetarianos e sobretudo de veganos, prova que não é necessário comer carne, peixe e alimentos de origem animal, desde que o regime alimentar seja equilibrado.
Além disso, nada impede uma pessoa omnívora de fazer uma maioria de refeições vegetarianas. 
 
Sobre o assunto, transcrevo o artigo publicado hoje em vários meios de comunicação social, referindo um estudo comparativo efetuado pela ZERO -  Associação Sistema Terrestre Sustentável:



 
Os portugueses consomem 4,4 vezes mais carne, ovos e pescado que o necessário, o que prejudica a saúde, o ambiente e o orçamento familiar, alertaram hoje os ambientalistas da Zero, defendendo a opção por leguminosas.
 
Imagem daqui
Verificamos que os portugueses consomem 4,4 vezes acima daquilo que seria necessário deste componente, da carne, ovos e pescado", disse à agência Lusa Susana Fonseca, da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero.
 
Num ano, "devíamos consumir à volta de 33 quilogramas do conjunto de carne, ovos e pescado e estamos a consumir muito acima disso, cerca de 178 quilogramas, portanto 145 quilogramas a mais", avançou a especialista, e realçou que, na saúde, "o excesso de proteína causa vários problemas, e não é de todo benéfico em termos ambientais".
 
No final deste Ano Internacional das Leguminosas, e numa época festiva "que tende a propiciar exageros de alimentação", a Zero analisou as recomendações da Direção Geral de Saúde para o consumo de carne, ovos e pescado e comparou com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sobre as quantidades destes produtos na alimentação dos portugueses.
 
"Para produzir uma quilocaloria de carne de vaca, por exemplo, precisamos de 174 quilocalorias", principalmente de alimentos para os animais, "o que é mais do que o necessário quando são consumidos alimentos vegetais e leguminosas", justificou Susana Fonseca.
 
Também no consumo de carne, o impacto em termos de consumo de água é 100 vezes superior àquele que é necessário para produzir leguminosas, além de implicar mais emissões de metano, um gás com efeito de estufa que agrava as alterações climáticas.
 
As leguminosas, como feijão, grão, lentilhas, favas ou ervilhas, fazem parte da dieta mediterrânica e da cultura gastronómica portuguesa, são, segundo a Zero, "uma excelente fonte de proteína e podem ser usadas como alternativa a este consumo de proteína animal".
 
Para o orçamento familiar, "fica mais caro [o uso de proteína animal], sabemos que a componente de proteína é das que acaba por ter mais peso" na despesa com a alimentação, especificou a especialista da Zero.
 
Assim, "estamos a desperdiçar dinheiro, estamos a consumir proteína que nos está a fazer mal, está a fazer mal ao ambiente e está a retirar-nos recursos financeiros", resumiu. ...»

Fonte e artigo completo em: Noticias ao Minuto.  Também em RR e Correio da Manhã

COMER MENOS É ESSENCIAL PARA COMBATER ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Mäyjo, 24.09.15

Comer menos é essencial para combater alterações climáticas

Ainda que poucos o saibam, a verdade é que a indústria da carne produz mais emissões de gases com efeito de estufa que a dos transportes – todos os carros, aviões, comboios ou barcos juntos –, por isso reduzir o enorme apetite dos consumidores globais é essencial para evitar o aquecimento global, de acordo com um novo estudo desenvolvido pelo think tank britânico Chatham House, depois de uma pesquisa da Ipsos Mori.

“Evitar uma catástrofe [ligada] ao aquecimento [global] depende de reduzirmos o consumo de carne e produtos lácteos, mas o mundo está a fazer muito pouco [para que tal aconteça]”, explicou Rob Bailey, autor do relatório. “Estamos a fazer muito contra a desflorestação e transporte, mas nada para o sector da carne”.

Segundo a análise, citada pelo Business Green, existe junto dos Governos, sociedade civil e até alguns ambientalistas a noção de que não é positivo dizer às pessoas o que elas devem ou não devem comer, por isso o tema é agora uma espécie de tabu. Na verdade, o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas) descobriu que uma mudança de dieta pode “reduzir substancialmente” as emissões, mas não existe nenhum plano das Nações Unidas para o efectivar.

O relatório admite ainda que o aumento drástico da procura de carne na China e outros países pode levar o clima do mundo para o caos – em 2020 a China deverá comer mais 20 milhões de toneladas de carne e lacticínios por ano.

Finalmente, dois estudos recentes calcularam que, se os nossos hábitos de alimentação não forem revistos, as emissões do sector agrícola poderão responder por todo o nosso orçamento de carbono em 2050, o que significaria que todos os outros sectores – energia, indústria e transportes – teriam de ter zero emissões dentro de 35 anos. E isso é simplesmente impossível.

Foto: Tobias Akerboom (at hutme / Creative Commons